No artigo deste mês, perceba de que forma a osteopatia pode ajudar a equilibrar o sistema nervoso.
O que é o Sistema Nervoso?
É um complexo sistema de comunicação que comanda e controla as funções vitais do nosso organismo. Ele coordena as funções corporais, os movimentos, os comportamentos e a formação de memórias, entre muitas outras funções fundamentais para uma vida funcional.
É composto por:
- Sistema Nervoso Central: composto pelo cérebro e medula espinal;
- Sistema Nervoso Periférico: composto pelos nervos que se localizam fora do cérebro e da medula espinal. Também fazem parte deste sistema o Sistema Nervoso Autónomo (composto pelo Sistema Nervoso Simpático e Parassimpático, que regulam os processos fisiológicos) e o Sistema Nervoso Entérico (que regula o sistema digestivo, sendo também conhecido por “segundo cérebro”).
Podemos dizer que o sistema nervoso é o maestro que comanda toda esta orquestra que é o nosso corpo e tudo o que o compõe.
Manter todos estes sistemas equilibrados, ou o mais possível, tem um grande impacto na nossa saúde e bem-estar.
Tudo aquilo que fazemos a cada momento – como nos alimentamos, nos exercitamos, a forma como gerimos emoções, rotinas de sono, etc. – interfere na saúde e na forma como as nossas células e sistemas comunicam entre si.
Um organismo desequilibrado adoece mais facilmente
Equilíbrio é a chave para uma boa comunicação entre os vários sistemas internos. Precisamos de estar em equilíbrio para que tudo funcione correctamente. E estar em equilíbrio não significa que está sempre tudo igual, parado, sem alterações. Significa, sim, que todos os sistemas – respiratório, circulatório, nervoso, cardiovascular, todos os músculos e órgãos – estão em movimento, em constantes reajustes e adaptações, para manter a homeostasia.
A homeostasia é a capacidade que os seres vivos têm para se manter em equilíbrio num ambiente envolvente que está sujeito a várias alterações. A falta de equilíbrio pode comprometer o funcionamento dos nossos órgãos e sistemas internos.
No nosso dia-a-dia, principalmente em zonas urbanas, o stress já faz parte da rotina. Fazemos tudo a correr, queremos estar a par de tudo, ser bem-sucedidos em todas as áreas da vida, temos acesso a enormes quantidades de informação, nem sempre de qualidade ou interesse, passamos horas no trânsito.
Todos estes factores fazem com que haja uma actividade fisiológica muito elevada. E isto traduz-se em:
- Aumento da pressão nos vasos sanguíneos;
- Constante produção de cortisol;
- Menos produção de saliva e lágrima (ficando com a boca e os olhos secos);
- Inibição do processo digestivo;
- Ritmo cardíaco acelerado;
- Etc.
Basicamente, é o organismo a tentar gerir todos estes estímulos, que deveriam ser pontuais, mas são recorrentes. Todos estes factores podem contribuir para:
- Aumento da pressão arterial;
- Aumento da frequência cardíaca;
- Aumento dos níveis de açúcar no sangue, que favorece o aparecimento da diabetes, criando um processo de inflamação no corpo todo.
Em suma: o corpo está em sobrecarga, com os alertas todos no máximo. Todos estes desequilíbrios favorecem o aparecimento de contraturas e a diminuição da mobilidade, originando dores em vários sítios, parecendo que “viajam” pelo corpo.
A osteopatia pode intervir no funcionamento do sistema nervoso?
Habitualmente, associa-se mais facilmente a osteopatia ao tratamento de uma tendinite, lombalgia, dor ciática ou dores musculares/lesões de forma geral. No entanto, e apesar da sua eficácia no tratamento de situações de trauma (queda, acidente, etc.), o seu osteopata pode fazer muito mais por si e pela sua saúde / bem-estar.
O tratamento osteopático pode influenciar o funcionamento, mais especificamente, do Sistema Nervoso Autónomo, responsável por regular os processos fisiológicos.
Além das alterações físicas, muito mais evidentes, o organismo pode também sofrer alterações fisiológicas e químicas. Por vezes, essas alterações fisiológicas – por exemplo, a obstrução de um vaso sanguíneo – podem originar uma alteração física, originada pela falta de fluxo sanguíneo num determinado músculo ou órgão. Importa tratar os sintomas físicos, mas ir também à origem do problema, que muitas vezes é mais profunda e precisa de ser tratada.
Ter sintomas contrários também pode ser um problema. Por exemplo, pode haver excesso de estimulação de determinado órgão, pode originar problemas gástricos ou ginecológicos, assim como, uma depressão. A osteopatia consegue actuar a este nível mais profundo.
A osteopatia promove o equilíbrio interno
A osteopatia consegue ajudar a regular melhor estes sistemas. Além de ajudar a aliviar os sintomas, o tratamento pode também inibir ou estimular uma determinada acção, dependendo da necessidade do organismo. O tratamento osteopático actua na causa do problema (por exemplo, quando o sistema nervoso dá uma informação exacerbada). Assim, é possível reduzir os sintomas, de forma a que o corpo funcione melhor.
É preciso perceber o que a pessoa precisa localmente, mas também a nível geral. Esta complementaridade é fundamental para o sucesso do tratamento.
O tratamento osteopático adequado pretende dar mais oxigenação e vascularização aos tecidos que estão com défice. Por exemplo, se costuma sentir algum tipo de parestesia – formigueiro, dormência, etc. – no braço ou mão, pode significar que essa zona está a ser pouco irrigada, por isso, é necessário enviar mais sangue para que todos os tecidos dessa zona voltem a ganhar uma vascularização adequada.
Tem algum destes sintomas? Então procure um osteopata qualificado:
- Dificuldade em dormir ou acordar cansado
- Hemorróidas
- Azia
- Língua seca e branca
- Dificuldade digestiva
- Dor que “viaja” pelo corpo todo
- Gastrite crónica
- Obstipação
- Irritabilidade
O nosso corpo é uma máquina perfeita onde centenas de processos fisiológicos acontecem a cada segundo.
Cuide da sua saúde, com a ajuda da osteopatia. Entre em contacto comigo e agende a sua avaliação!