A dor crónica é uma condição que atinge mais de três milhões de portugueses. Conheça melhor este tipo de dor e qual o papel da osteopatia na promoção de um dia-a-dia com mais conforto.
O que é a dor crónica?
É considerada dor crónica aquela dor que persiste por mais de três meses, ou por mais de um mês após tratamento de uma lesão.
A origem deste tipo de dor é muito variada, podendo estar ligadas a doenças crónicas (como diabetes ou cancro), doenças primárias (como fibromialgia) ou lesões (como hérnia de disco ou ruptura de ligamentos).
Ao contrário da dor aguda que, apesar de naturalmente incomodativa, tem uma duração relativamente curta, a dor crónica é prolongada no tempo, interferindo bastante com o dia-a-dia das pessoas, retirando bem-estar, funcionalidade e qualidade de vida a quem vive com esta condição.
Por essa razão, a par do tratamento médico, existe muitas vezes a necessidade de recorrer a apoio psicológico, para aprender a lidar com esta situação e viver o melhor possível, tendo em conta algumas limitações que possam existir.
Além disso, a dor crónica, devido à sua natureza, tende a provocar ou acentuar algumas condições psicológicas, como a depressão ou a ansiedade, que por sua vez podem piorar estas dores. Uma espécie de círculo vicioso de dor que causa muito sofrimento, além da dor física.
Além da questão psicológica, esta condição tem também um impacto no organismo, provocando muitas vezes problemas de sono, perda de apetite, obstipação ou diminuição da líbido.
Tipos de dor crónica
Existem vários tipos de dor crónica, sendo os principais:
– Dor neuropática: que surge devido a uma disfunção do sistema nervoso. Esta dor pode traduzir-se numa sensação de queimadura, formigueiro ou agulhadas. É o tipo de dor crónica mais comum.
– Dor nociceptiva: surge devido a uma lesão/inflamação nos tecidos, como por exemplo uma fratura, queimadura, entorse, corte, infecção ou tendinite. A dor resulta da estimulação dos receptores de dor nos tecidos – os nociceptores – localizados na pele ou nos órgãos internos. Estes receptores podem continuar a ser activados mesmo após a lesão ser tratada, surgindo uma dor crónica.
Qual o papel da osteopatia no tratamento da dor crónica?
No que diz respeito à dor crónica, a osteopatia deve ser considerada num contexto multidisciplinar, centrado em cada pessoa, como forma de reduzir a dor e ajudar o paciente a ter um dia-a-dia mais funcional.
Este acompanhamento personalizado tem como objetivo a promoção/manutenção de uma rotina de bem-estar, sendo prolongado no tempo.
O papel da osteopatia neste contexto, sendo a sua principal função a de promoção do equilíbrio interno, será de eliminar barreiras ou obstruções no organismo, estimulando os seus fluídos e estruturas de forma a promover a homeostasia.
O osteopata recorre à terapia manual para desbloqueamento e alongamento das articulações, músculos, fáscia, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático. Desta forma, as disfunções biomecânicas são corrigidas, restabelecendo a mobilidade do organismo, o que contribui para um maior equilíbrio interno.
O tratamento osteopático trata as irregularidades das estruturas e tecidos, corrige desalinhamentos das articulações, restaura o equilíbrio muscular e dos tecidos e promove o retorno sanguíneo e linfático.
Tendo a osteopatia uma visão holística do corpo humano, ou seja, olhando para o indivíduo como um todo, em que todas as partes estão interligadas e se influenciam, cabe ao osteopata procurar manter este “caminho desimpedido”, para que o corpo possa fazer o seu trabalho.
Um organismo desbloqueado, com todas as estruturas a comunicar entre si, estará mais bem preparado para lidar com as dores e desconfortos de uma situação de dor crónica, podendo haver uma diminuição dos episódios de dor, bem como a intensidade destes.
Cada experiência varia de pessoa para pessoa, pois os organismos são diferentes, bem como os tempos de resposta e contexto específico de cada condição.
Se sofre de dor crónica, entre em contacto comigo, para definirmos um plano de tratamento que a possa ajudar a viver uma vida com menos dores.